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Mostrando postagens de Março, 2016
PEDRAS, de Roger Caillois (em O LIVRO DAS MARGENS, de Edmond Jabes)
<< Falo das pedras mais idosas que a vida e que permanecem depois dela sobre os planetas resfriados, quando ela tivera a fortuna de neles eclodir. Falo das pedras que nem mesmo têm que esperar a morte e que não têm nada a fazer senão deixar deslizar sobre sua superfície a areia, a enxurrada ou a ressaca, a tempestade, o tempo. << O homem lhes inveja a duração, a dureza, a intransigência e o fulgor, por serem lisas e impenetráveis, e inteiras mesmo partidas. Elas são o fogo e a água na mesma transparência imortal, visitada, por vezes, pela íris e, por vezes, por um vapor. Elas lhes trazem, elas que cabem em sua palma, a pureza, o frio e a distância dos astros, várias serenidades.>>