<< Há um sentido da palavra que conduz a um outro sentido, o qual conduz a um terceiro que nos faz entrever que estamos ainda na soleira da palavra.
<< Esgotar todos os sentidos da palavra em um só, tal é a tarefa do escritor >>, dissera ele.
No Tudo, há a desagregação do Tudo assim como, no ser, há o fatal esfacelamento do ser. Qual porvir para isso? Sim, o que, no fim das contas, se perpetua?

Edmond Jabes, “O livro das margens”, Lumme Editor, 2014.

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