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Entre escarpas, o homem percorre caminhos que ele reputa difíceis. Sucedem-se pedras e a água avança límpida.
Erguem-se enormes paredes de pedra, desafiadoras.
O homem reputa incrível que ali, entre as pedras, também cresçam árvores que se equilibram e servem de abrigo a pássaros - na boca do abismo, pende um ninho.
Um bando de pássaros risca em balé o vácuo do cânion.
O homem se desequilibra, tomando pela vertigem e a vergonha.
Com seu olhar, ele quer dominar a paisagem.
Com seus adjetivos, ele não compreende nada.

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