<< Fazer coincidir, com o mundo nu e gritante do pássaro que caiu do ninho, o mundo mágico das aventuras da linguagem, tal era expressamente minha visão final à época distanciada já em que, sobre a mesma ficha, eu anotava, primeiro, minha crença na necessidade de fazer coincidir com alguma coisa de uma gravidade vital o jogo frívolo que se opera entre as palavras; depois, exprimia minha vontade de tirar dessa atitude a respeito das palavras um meio de vida mais intenso e uma regra de vida, reflexão com a qual explicitamente um realismo se afirma, mas que não menos explicitamente subordina a moral à poesia já que é em uma certa atitude a respeito das palavras que intendo encontrar a indicação de uma linha de conduta ao mesmo tempo que a fonte de um enriquecimento da vida...>>


Michel Leiris (Fibrilas), em O Livro das Margens, de Edmond Jabès

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