poema 195

Penso em árvores espalhadas por grandes campos, largos campos,
vastas extensões.
Os sons do vento e do mar em aberto embate, em confronto franco.
O verde quase toca o azul.
A brisa marinha penetra os troncos e serve à seiva.
Casas esparsas brotam como tocos da terra.
A energia circundante situa. Sente-se como uma flor identificada, como um tronco em riste, como uma grande rocha.
A neblina branca une.
Nessa trama, o homem sente o esqueleto preenchido de carne.
Animal entre animais e coisas.
Respeita o cascalho em que pisa: ruído quase sagrado.
Adora tudo o que vê: consciência do Divino.
Respira em estado de graça: a Vida nos pulmões.


O silêncio se expande, grandioso, ele se expande... e concreto, composto de todos os sons mudos do mundo.

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