poema 243

Arde peso de brasa
Queima oco de vento
Sopra resto de vela

Pesa leve a senzala
Dura pouco o intervalo
- O amor é só ontem

Foge a noite por onde?
Estou por todos os lados
Derretido em cacos
Não agarro o vento

Decote de vidas
Beijos de língua
Amores freelance

Arde a língua embebida
De sorrisos e mágoas
De sonhos e plágios

Me sacode o passado
Ando tão esquecido...
Já não tenho mais nome

As hipóteses me matam
Sou todo ouvidos
Mas não me informem de mim

Viro vidro de espelho
Ando mudo, calado
Passo reto, apertado

Doí olhar para os lados
Encarar também dói
Levitar tão difícil...

O exemplo das sombras
Das luzes, das cores
Tudo quieto, sem peso

Poucos minutos
Tanto tempo...
Uma coisa só

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