poema 229 ou Pequena canção à bola que desliza pela rede do gol


A bola desliza
como um rio dormido
como um manancial de flores

A bola desliza
como um voo muito longe
como um namoro de borboletas

A bola desliza
como um relâmpago mudo
como a surpresa do olhar distraído

A bola desliza
como punhais de seda
como gritos concatenados

A bola desliza
com a renúncia da força
com a graça do indizível

A bola desliza
como de volta ao útero
como de volta ao berço

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