prosa poética 5


O pensamento é como um rabo de gato que escapa dos dedos. É uma fileira de ciprestes em fuga, que se vê pela janela do trem. É um sapo que cruza a noite em salto. É a tentativa de resgate de um copo que cai. O pensamento é uma memória de algo que aconteceu. Um corcel desgovernado. Uma tartaruga que se cutuca com vara curta. Talvez seja um esforço dos olhos, talvez o prolongamento de um toque. O pensamento é maior do que o humano e menor do que o homem. É um encontro casual, é arranhar vidro, é de repente se descobrir pescador de uma isca que se agita.

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