poema 185

Desliza das folhas
chuva seca

Sons rasgam
outros, tecem

A voz dos pombos
morna emerge de sedas

Meus olhos boiam
em altas águas verdes

Quero rolar na terra
fosse filhote de algum animal

Há um horizonte acima
de um panorama de nervuras verdes

Entender devagar
enche-me de um vigor de troncos

Ao sabor do vento
o vento escorre em tempos esparsos

Meu torso nu
se reconhece em um tronco descascado


Estamos aqui.

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