poema 222

Os pássaros da manhã
resplandecem nos olhos a noite

Eles, que a assistiram de não sei onde
Eles, que dormiram recobertos por ela

Os pássaros da manhã
têm uma antiguidade nos olhos

Mesmo eles, os pássaros mais jovens
Mesmo eles, os colibris mais loucos

Os pássaros da manhã
riscam o vento em balé

Todos eles, da garça ao corvo
Todos eles, do voo ao pouso

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