poema 211

Sua nudez parada
suspende a noite
detém o tempo

Nossas vozes vorazes
perfuram a noite

Por Deus,
finalmente as coisas nascem
de uma gestação muito longa

E descubro nossas almas:
soma de suores
a empapar a cama

E entendo a beleza:
atributo do silêncio

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cap. 68 - O Jogo da Amarelinha