Nessa mesma oportunidade, verifiquei que o sr. Pumblechook, ao que parecia, realizava seu trabalho olhando para o seleiro do outro lado da rua, enquanto o seleiro parecia cumprir suas tarefas sempre de olho no segeiro, o qual parecia passar a vida com as mãos enfiadas nos bolsos olhando para o padeiro, o qual, por sua vez, ficava de braços cruzados olhando para o merceeiro, que, parado à porta de sua loja, bocejava olhando para o boticário. O relojoeiro, sempre sentado a uma pequena mesa, examinando um mecanismo com uma lupa no olho, e sempre examinado por um grupo de homens de guarda-pó que o viam através do vidro de sua vitrine, parecia ser a única pessoa na High-street cujo trabalho exigia atenção.


Charles Dickens, “Grandes Esperanças”

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cap. 68 - O Jogo da Amarelinha