poema 205

Cato com os olhos
cacos pelos chão:
o tempo sem tempo
de verdades minerais

O sol pavimenta o chão de luz

Passo por pombos
sem hierarquia nem pressa

Um arco se fecha no laço da atenção

Ouve-se melhor
Vê-se nitidamente

Gritos riscam a tarde

O vento ganha contornos

Andar é atravessar o estático
somar-se ao eterno

Como tanto sofrimento?
Por que andar arfando?

Não há apoio no turbilhão das coisas
Apenas partículas


Dança.

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