OS PERIGOS DA DANÇA

[...]

Uma chuva de formas nascentes
restabelece o mundo dos objetos
tuas mãos chamam em vão para o coração das coisas
tuas mãos ávidas do dinheiro que compra a pureza

Tuas mãos ávidas do dinheiro que compra a beleza
hoje recolhem apenas o martírio do ar, a névoa das respirações
conserva no oco das mãos
o tempo de teu cansaço


Quando os olhares se consomem
quando se recolhem as coisas familiares em seu vazio e sua sombra
neste limite da terra onde as horas não passam
a espera
como um grande vento gelado te despoja.


Aldo Pellegrini

http://claudiowiller.wordpress.com/2013/11/15/aldo-pellegrini-o-grande-poeta-surrealista-argentino-e-publicado-no-brasil/

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