poema 188

suas costas sobem
fossem

c                c
o                o
l                 n
u      de      c
n                r
a                e
s                t
                  o

entre elas,
planície
Escápulas que se levantam & descem
como montanhas em movimento
ou tocos
de antigas asas arrancadas
ou ainda
borboletas em gestação
prestes a:


Nariz adun-
-co
feito de ângulos
No todo
belo

(Excitava-me a
possibilida-
-de
de
luta
com seu corpo firme & forte
Sua carne só
músculos)

- A fome brilhava meu olhar
Meus dentes rangiam
pela vontade de arrancar
suas veias saltadas
a dentadas
De desfiar sua carne
músculos -

Braços feitos em madeira
Você de lado
se exibe fosse uma selvagem
e sinto vontade de agarrá-la
de ver a contração de meus músculos
refletida em seus olhos


Dois continentes que se reencontram com estrondo
Vontade de praticar as violências
represadas por meus dentes
Apodrecidas em mim
Tornadas falsas
doçuras


EMANCIPAÇÃO

O esplendor de um corpo
é um tratado de Deus

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