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Mostrando postagens de Agosto, 2013
- Bom dia, um pão na chapa com requeijão, faz favor. - Tem requeijão não. - Como assim não tem requeijão? - Ele não trabalha com requeijão. - Ele quem? - O dono, o dono não trabalha com requeijão.
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- Faz um normal então. E uma limonada com casca.
Fez.
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Lavando os copos. Eu, comendo o pão e tomando o suco.
- Também nunca vi isso. Todo lugar que eu trabalhei tinha requeijão. - Pois é.
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- Eu gosto bem mais de suco de limão com casca. - Tem mais vitamina na casca, a vitamina tá na casca. A vitamina das fruta fica na casca. - É, eu também já ouvi isso.
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- E a maioria, toma com casca ou sem casca? - Sem casca, sem casca, tem gente que qué que tira tudo, a casca, tem uma pelinha, qué que tira também.
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- Daqui a pouco tem gente que vai pedir limonada sem limão. - HAHAHAHAHAHAHA, daí é foda, hein?

poema 186

Sem querer flagrei seu detalhe azul
Entre cortinas castanhas Quase Entre dedos ágeis Quase Entre cabeça baixa Quase Quase Qua- -sessscapando de mim

poema 184

No interior da praça, há alguns bancos (daqueles compridos) em formação de círculo Como que isolam parte da praça do resto dela É horário de almoço: vários tipos de pessoas comem pelos restaurantes; outras comem suas marmitas espalhadas pelas sombras Algumas andam expansivas pelas calçadas já bem alimentadas e seus sons voláteis rivalizam o dos pássaros Cantam a melodia das decisões & dos negócios Não circulam pela praça, pois dela não se pode dizer que é confortável que serve bem que é bem decorada Ou talvez não considerem que homens de sua estatura devam circular por entre pombos & plantas Na praça, há mais pombos do que gente; contei cinco apenas espalhadas aqui e ali; pombos infinitos em seus bandos Volto o olhar àqueles bancos em formação circular (a praça dentro da praça) agora ocupados por um grupo de mulheres uniformizadas – são três delas, vestidas de uniforme amarelo a parte de cima; a de baixo, as calças laranja Estão deitadas em pose de musas renascentistas a cabeça semi-levantada, amparada p…
“Eu tenho mais recordações do que se tivesse mil anos”
Baudelaire
“Dois pra lá, dois pra cá”
Anônimo

Estranhos sentidos

Vertigem repetitiva rápida Vento insistente zunindo apressado
Preso aos passos
Também correm
Estranha corre- -lação.
Mais uma vez Mais Uma vez Mais Outra vez Mais Uma vez Mais:
só o vento insistente zunindo apressado preso aos passos pelo feixe dos olhos

Não se assuste