Respostas possíveis à canina curiosidade paulista (brasileira?): 1



Abre-se a porta do elevador no andar de “A”, que divisa “B” em seu interior.

“A” veste trajes esportivos. Uma ameba adivinharia seu destino: academia.

“B” varre “A” com os olhos e, lambendo os cantos da boca, pergunta:

(detalhe talvez importante (perguntem a algum junguiano): "B" é gordo)

- Trabalhando muito?

Trilhões de possibilidades de respostas pipocam na cabeça de “A”, uma delas passando do plano das ideias ao dos socos e pontapés. Mas “A” se contém e opta pelo humor:

- Na verdade não. Sou herdeiro de um conglomerado pesqueiro que vende carne de baleia no mercado negro de Tóquio. Claro que, oficialmente, vivemos da exploração de atum. De modo que não preciso trabalhar. Quando me entedio, participo de alguma das expedições de nossos navios-pesqueiro pelos mares do Pacífico Sul. Nessas ocasiões, fico responsável por apertar o botão que dispara os arpões. Tingir o mar com o sangue tinto das baleias é um espetáculo que me desperta um prazer incomensurável.

Térreo. 

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