Minha declaração de princípios para mim mesmo



Que eu responda ao mal que há em mim
com afeto.
Que eu olhe menos para os lados.
Que eu responda à preguiça com humildade
e passos íntegros.
Que eu me lembre de que sou eterno
e perca a pressa.
Que eu não me esqueça da importância dos pequenos gestos.
Que eu saiba que cada um dos meus eus
influencia os outros.
Que eu seja franco com doçura.
Lembrar-se sempre que uma das piores coisas é a complacência.
Confiar na intuição quando me diz que estou diante de escolhas que – pequenas ou grandes – definem minha humanidade e põem em cheque meu pretenso esquema de valores.
Que não importa o que eu faço, mas como eu participo.
Aceitar que o desafio é permanente e sem recompensas.
Ter consciência de que seria possível viver sem praticamente tudo aquilo que tenho.
Não verbalizar aquilo que de antemão sei ser torpe ou vulgar
Não estimular a mesquinhez.
Saber que, com frequência, negarei todos esses princípios, de uma só vez. Aceitar. Ser humilde e, na medida do possível, reparar.
Controlar a ironia.
Não culpar os outros por seus próprios medos. Lembrar-se dos meus inúmeros medos.
Não transformar o amor na pior das disputas. Não perfurar o outro com botões de rosa.
Ouvir mais do que falar.
Ouvir mais do que falar.
Ouvir mais do que falar.
Quando não houver mais interesse, com doçura e solidez encerrar a conversa.
Evoluir é caminhar para dentro e depois avançar em direção ao outro.
Saber que o outro pode ser entendido como uma metáfora, mas que eu escolhi que não seja.
Aceitar minhas limitações. Participar daquilo que é belo. A participação humilde não é negada a ninguém.
Almejar a verdade das coisas. Não uma verdade moral. Mas a verdade de uma bexiga enchida com a quantidade ideal de ar.
Lembrar-se que existem vários tipos de bexiga no mundo.

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