Democracy, by D. H. Lawrence




Democracy

I am a democrat in so far as I love the free sun in men
and an aristocrat in so far as I detest narrow-gutted, possessive persons.

I love the sun in any man
when I see it between his brows
clear, and fearless, even if tiny.

But when I see these grey successful men
so hideous and corpse-like, utterly sunless,
like gross successful slaves mechanically waddling,
then I am more than radical, I want to work a guillotine.

And when I see working men
pale and mean and insect-like, scuttling along
and living like lice, on poor money
and never looking up,
Then I wish, like Tiberius, the multitude had only one head
so that I could lop it off.

I feel that when people have gone utterly sunless
they shouldn't exist.


Democracia

Sou um democrata na medida em que amo o sol livre nos homens
e um aristocrata na medida em que detesto pessoas covardes e possessivas.


Amo o sol em qualquer homem
quando o vejo entre suas sobrancelhas
luminoso e sem medo, mesmo se diminuto.


Mas quando vejo estes homens cinzentos e bem-sucedidos
horrorosos e cadavéricos, absolutamente sem sol,
como escravos gordos e bem-sucedidos gingando mecanicamente,
então sou mais do que radical, quero usar uma guilhotina.

E quando vejo trabalhadores
pálidos e ignóbeis, como insetos, fugindo
e vivendo como piolhos, com pouco dinheiro
e nunca olhando para cima,
então desejo, como Tibério, que a multidão tivesse uma só cabeça
para que eu a cortasse.

Sinto que quando as pessoas passam a ser totalmente sem sol
não deveriam existir.

(tradução de Mário Alves Coutinho, em "Tudo que vive é sagrado", Crisálida Livraria e Editora)






Comentários

patricia disse…
convenceu: vou ler

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