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Mostrando postagens de Setembro, 2011

poema 47

Mesmo com todas as razões para
terminar

O coração palpita acelerado:
quer pular do peito
correr pra lhe encontrar

poema 46

Congelou-me as lágrimas
o estranho inverno que me tomou a alma

Para fora, estou duro
seco 
e forte

Mas para dentro 
não sou nada além 
da saudade de você
Como poderei falar de você, menino?
         Já o havia visto antes, quando estivera na igreja próxima de minha casa, para fazer uma pergunta ao padre. Andava refletindo sobre estas palavras de Mateus: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.”
         Imaginava que fosse comum que na Igreja se recebessem pessoas que desejassem conversar com o padre, tirar dúvidas. Mas o meu pedido foi recebido com surpresa. Uma surpresa alegre, devo dizer, pois as senhoras que me receberam demonstraram vivo entusiasmo e me arrastando pelos braços saíram à procura do padre.
         O menino vinha sempre atrás. Não era menino pelo tamanho que tinha e a idade que certamente deveria possuir. Mas tal era a inocência de seu olhar, a aparente ausência de pensamentos por detrás de sua cara, que me dominou completamente a atenção, não conseguia tirar os olhos dele. Imaginei que sofresse de algum atraso mental e que muito provavelmente …