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Mostrando postagens de Julho, 2011

poema 43

poema 42

poema 41

voltei pra casa
com uma chave a menos
e o coração despedaçado

poema 40

De que cor é o amarelo?

a-ma-re-lo?

Estou num daqueles dias
em que as palavras
parecem haver se descolado
daquilo que representam

(um post-it que despencou!)

Fico um tanto preocupado
e tento resgatar o significado

Repito pra mim, feito um tresloucado:

amarelo, amarelo, amarelo, amarelo
amarelo

amarelo

amarelo, amarelo, amarelo, amarelo
amarelo

amarelo

Até que de repente, páro
- ainda mais preocupado
porque de tanto repetir, mais a desgasto
e a palavra me parece capaz de ser qualquer coisa!

Será que amarelo não é o meu nome?
Uma bebida exótica vinda da África?
Plantinha que tenho aqui no banheiro?

Será que amarelo não é aquilo que sinto por você, meu amor?

Ah!, amarelo, amarelo, amarelo, onde é que você foi parar?
Porque a minha memória ainda insiste que você é uma cor

Cor?
Cor?
Cor, cor, cor, cor, cor
Cor, cor, cor, cor, cor, cor, cor!!!

Meu Deus, começo a ficar desesperado
Será que fui contaminado por uma doença incurável?

Desolado, ando pelos cantos
Espremo a testa com as mãos
E, cambaleando, termino na sacada do ap…

poema 39

dentro do vagão do metrô, reparo em um homem ao meu lado
mais baixo do que eu, vejo-o de cima
tem olhos apenas para seu celular touchscreen navega concentrado pelo facebook
funny, penso comigo há tantas caras por aqui mesmo!
mas ele quer as de seu livro as caras de SEUS amigos ele quer aquilo que é seu ele quer a si mesmo
e essas caras desconhecidas? por que é tão difícil olhar para elas? por que não uma nova amizade?

- ainda que uma amizade entre estações - ainda que uma amizade silenciosa - ainda que uma amizade entre olhares 
que simplesmente se reconhecem
e dizem:
somos humanos, somos iguais estamos tão cansados: hoje é sexta-feira!