Primeira Elegia

sob o marcador intitulado "Rilke", trarei pequenas considerações (dúvidas) construídas na leitura do livro "Elegias de Duíno". o desejo é que os amigos deste blog ajudem na compreensão do poeta. evidentemente, a leitura do livro em questão permitiria a "visualização" dos rabiscos abaixo no corpo das elegias e, portanto, a emissão de uma opinião que as avaliasse em conjunto, contribuindo assim para o meu (nosso) entendimento das elegias. de qualquer maneira, parece-me que a familiaridade com qualquer outra outra obra do Rilke ou a sensibilidade de cada um permitirá ao interessado a manifestação de sua própria opinião. em relação às minhas, antes de as castigarem, lembrem-se que aqui estou pedindo ajuda.

tentei encontrar eventual cópia do livro que estivesse on line, porém não a encontrei. segue o link com as referências do livro:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=595286&sid=01875724512112793561971874&k5=1628363F&uid=

estes textos serão alterados, eventualmente, a cada releitura das elegias. inicio:


  • Que é esse Terrível a que nos é dado suportar apenas um de seus graus anteriores, o do Belo? Tantas vezes também me senti oprimido e esmagado, e continuei imóvel, como que preso por uma corrente invisível;

  • Que é esse Terrível? Ou, antes de ser alguma coisa, seria algo que se manifesta em nós, em virtude da tentativa de compreender o Absoluto? Os Anjos são terríveis porque são os mais próximos de Deus? Tentar compreender Deus, ao invés de vivenciá-lo, é o que torna o fenômeno divino no Terrível?

  • Aquilo que Permanece (seja o que for) nos aproxima de Deus e do Absoluto? Volto os olhos às imagens da infância (que permaneceram) e imagino que sim, porque minha alma encontra conforto e tranquilidade;

  • A noite é mais leve para os que amam. Deixe que oculte o destino desses apaixonados. Por acaso, desejar conhecer o próprio destino não contraria o pedido de entrega a Deus, Rilke? Se meu interior é feito de vácuo, eis o espaço para a minha amada e, alimentado por seu calor, talvez me seja dado caminhar ao encontro do Todo;









Comentários

maya disse…
Sweetie,
a primeira elegia encontrei aqui: http://www.culturapara.art.br/opoema/rainermariarilke/elegiaduino.htm
Nesta pagina tambem fala-se um pouco do periodo de vida de Rilke quando as escreveu, alem de algumas consideracoes sobre os poemas, como esta:
"Preso ao cotidiano, e mais inseguro do que o animal (I e VIII); incapaz de se realizar no amor que , todavia, num momento lhe parecera oferecer quase a eternidade, e condenado ao perecimento incessante de seu próprio ser, como um cheiro que se exala e se perde; nem anjo nem Boneca, nem real nem ator, com a sua máscara cheia (IV); e ainda como os Saltimbancos da V elegia, que nos dão uma ilusão de realidade, mas não a realidade mesma, o poeta, que como aquele Malte Laurids Brigge ficara na "superfície da vida", descobre na metamorfose, através da qual o heróis já se realizara, o segredo do seu destino. "Amada, em parte alguma o mundo existirá senão em nós" Com razão disse Schmidt-Pauli que neste verso está a chave das Elegias. Só interiormente, o mundo das coisas efêmeras e perecíveis, que é o nosso mundo, continuará a existir."

Beijos
Obrigado, querida...sem dúvida sua ajuda é a que mais espero...
maya disse…
Andei pensando sobre o Terrivel, e o tom pessimista desta primeira elegia.
Dizem que numa busca regiliosa/espiritual, eh preciso "perder tudo antes de ganhar tudo". Me parece que Rilke estava nesse ponto de perder tudo. Como diz Chesterton: "The Christian ideal has not been tried and found wanting. It has been found difficult and left untried." Talvez Rilke, neste ponto, estava enfrentando as enormes dificuldades de se praticar a "religiosidade", o "se re-ligar", com seriedade e entrega, chegando nesse ponto onde parece nao ter saida.
Fiquei curiosa com a continuacao. Sera que caminha em direcao ao triunfo, ou se afunda ainda mais?

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