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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Terceira Elegia

terceira elegia: http://valentinadecrepax.multiply.com/reviews/item/20


Cantamos a amada, antes de que efetivamente apareça? Cantamos a amada, enquanto ainda dançamos apenas ao som da Volúpia?;
Amor: sentimento universal; Homem: terreno que pode permitir o florescimento desse sentimento? O amor abranda a Volúpia. Há no amor a possibilidade de nos tornarmos humanos. O amor nos dá chance de nos tornarmos dignos: enxergamos a beleza das estrelhas em um único rosto humano;
Toda juventude atrasa o implacável contato com a escuridão? Todo o amor nos preserva de nossas inevitáveis desventuras individuais? Permaneçamos jovens e apaixonados, Rilke? A razão atinge a maturidade quando decide aferrar-se amor?;

Amar é uma grande decisão. Amar é estar em contato com o mundo por meio de um único ser. Fechamos, de uma vez só, as infinitas portas de um infinito corredor (insuportável peso para as costas humanas!) e temos a chance de, finalmente, caminhar pelos bosques interiores;
E por tais bosques não enco…

Segunda Elegia

lida em um dia de sol

link para a Segunda Elegia: http://valentinadecrepax.multiply.com/reviews/item/18

Nos tempos remotos, os Anjos acompanhavam os homens em suas viagens. O que nos restam desses tempos? Os homens deixam para o futuro lembranças depuradas e limadas. Que sabemos de Tobias além daquilo que o próprio Tobias quis que soubéssemos dele?;
Sentimo-nos quando nos dissipamos, quando desvanecemos. Mais do que nunca, é a dor que confirma a vida, e a imperfeição. Porque somos imperfeitos. Não estamos nas coisas - tentativa desesperada - mas são as coisas que, em microscópica medida, entram em contato conosco;
"Estará o mundo impregnado de nós, pois que nele nos perdemos?" - Sim, penso que sim. Ocupamos freneticamente todos os espaços do mundo, para que não sobre nenhum, pois no silêncio de uma única árvore, as almas perdidas sentem o peso de todo um deserto;
"Às vezes minhas mãos se reconhecem ou meu rosto gasto nelas tenta se abrigar. Isto me dá uma certa consciência …

Jantar

Silêncio na mesa. Pessoas importantes. Há um homem de sorriso plástico, que olha para os lados e diz o nome de todos. Ele é o anfitrião. Eu, um convidado acidental. Alguém sussura:

- Ele é um homem de visão.

e eu respondo:

- Gosto de Ray Charles.

Primeira Elegia

sob o marcador intitulado "Rilke", trarei pequenas considerações (dúvidas) construídas na leitura do livro "Elegias de Duíno". o desejo é que os amigos deste blog ajudem na compreensão do poeta. evidentemente, a leitura do livro em questão permitiria a "visualização" dos rabiscos abaixo no corpo das elegias e, portanto, a emissão de uma opinião que as avaliasse em conjunto, contribuindo assim para o meu (nosso) entendimento das elegias. de qualquer maneira, parece-me que a familiaridade com qualquer outra outra obra do Rilke ou a sensibilidade de cada um permitirá ao interessado a manifestação de sua própria opinião. em relação às minhas, antes de as castigarem, lembrem-se que aqui estou pedindo ajuda.

tentei encontrar eventual cópia do livro que estivesse on line, porém não a encontrei. segue o link com as referências do livro:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=595286&sid=01875724512112793561971874&k5=1628…