Quero ser poeira de estrela.

Quero ver coisas acontecendo. Associações inusitadas. Encontros secretos. Chaves que abrem portas no escuro. Quero continuar gostando, mais do que qualquer coisa, de um bailarino acidental, que apenas eu sei que dança. Quero também dançar ao som de uma música que toca em outro lugar, que anima um consultório médico onde todos aguardam em silêncio.



Ele apenas acontece enquanto chove. Esse dançador folgazão. E se duvidar, em algum outro plano, é ele quem cai e rega um céu que dorme ao contrário. Necessito desse mundo invertido, de mergulhar nesse mar de homens que abriram os olhos e tomaram para irmão o medo e receberam como recompensa o silêncio, o recolhimento. Ou quem sabe, estrela de cinema.

Comentários

Pedro Peruzzo disse…
Lembrei da música... "O mundo está ao contrário e ninguém reparou"...

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