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Mostrando postagens de Julho, 2010

poema 31

O amor
com o tempo
cede ao julgamento

Isso nos dizem o príncipe da Dinamarca
e o mineiro de Itabira...


Será verdade que o sangue nos abandona
o coração
antes mesmo de regressar das veias
à terra?

Quero ser poeira de estrela.

Quero ver coisas acontecendo. Associações inusitadas. Encontros secretos. Chaves que abrem portas no escuro. Quero continuar gostando, mais do que qualquer coisa, de um bailarino acidental, que apenas eu sei que dança. Quero também dançar ao som de uma música que toca em outro lugar, que anima um consultório médico onde todos aguardam em silêncio.



Ele apenas acontece enquanto chove. Esse dançador folgazão. E se duvidar, em algum outro plano, é ele quem cai e rega um céu que dorme ao contrário. Necessito desse mundo invertido, de mergulhar nesse mar de homens que abriram os olhos e tomaram para irmão o medo e receberam como recompensa o silêncio, o recolhimento. Ou quem sabe, estrela de cinema.