Cap. 8 – O Jogo da Amarelinha

Se nossa tristeza fosse como a dos peixes, Maga, Horário...seria tão mais simples e menos mesquinho. Porque nossa consciência exige muito mais do que um simples reflexo. Desejamos um espelho que possua outro formato de cabelo, outros traços, outros seios, outro sexo. Nossa paz exige um testemunho. Nosso frágil contentamento vem do abraçar vazios de carne e osso. Que bela e comovente tentativa é o ser humano, che.

Você tem razão, Julio: é preciso desalojar conceitos, arrancar muitas das etiquetas que nos pregaram na inteligência, desfazer os nós que prendem nossos sentidos. Criar metáforas, forjar a própria linguagem, alimentar a inteligência com imagens, sons, cheiros. “Pássaros quietos em seu ar redondo”. Deixar um pouco de tentar compreender e avançar entre analogias, tateando, enxergando no escuro. Porque é noite.

Comentários

.luísa pollo disse…
estou querendo ler esse livro tem tempo.

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