pensamento de um Karamázov


Um segundo atrás, eu daria de bom grado um prato de comida à velha decrépita que me cruzou enquanto eu jantava na taverna. Senti, até mesmo, uma leve cortina de água se formando por sobre meus olhos; Agora, com o mesmo prazer, enxotaria essas crianças sujas que se amontoam ao meu lado, comandadas por sua mãe desdentada. A menor delas se afastou correndo ao ver-me rangendo os dentes em sua direção. Em nenhum dos dois momentos fui abordado. Concluí placidamente minha refeição. Paguei a conta e tomei o rumo de casa.

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